O ser humano precisa de heróis, de vilões e de mitos. Cada país tem os seus, assim como cada cidade os cultiva também. O herói do Porto (ou um dos heróis) é o Pinto da Costa e quem escreve a sua novela somos nós, os jornalistas. E o público, por mais critique, até gosta de ouvir o desenrolar da trama, quer seja por causa de um caso de corrupção desportiva ou por desentendimentos com uma ou outra namorada (?).
O primeiro caso até é válido. Mas o segundo... Deixa a pensar. Um é acusado de ter dado uma bofetada (o "caso das Bofetadas" é um dos melhores nomes para um caso jurídico, só podia ser em Portugal) e a outra é acusada por ter tentado incendiar uma série de quinquilharias de futebol do namorado (?). Tirando o facto de terem os nomes Pinto da Costa e Carolina Salgado, esta história poderia acontecer a qualquer casal comum, em qualquer parte do mundo. É o circo mediático em todo o seu esplendor.
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